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Outra vitória para a Ciência: Vacina da Moderna mostra eficácia de quase 95%

 
Após o anúncio na última semana de que a vacina RNA-baseada BNT162b2, desenvolvida pelas companhias Pfizer Inc. e BioNTech SE, garantiu mais de 90% de proteção contra a COVID-19 com base em resultados preliminares, hoje (16 de novembro) mais uma companhia reportou resultados preliminares muito promissores: a empresa Norte-Americana de biotecnologia Moderna anunciou que a sua vacina mRNA-1273 mostrou uma eficácia de 94,5% nos resultados preliminares (1). Com os testes clínicos de Fase 3 iniciados em julho deste ano, e já englobando 30 mil  voluntários, uma análise preliminar realizada no dia 15 de novembro identificou 95 voluntários com COVID-19, 90 no grupo de controle (placebo) e apenas 5 no grupo que recebeu a vacina. E mais: no grupo de controle, foram confirmados 11 casos severos da doença, mas nenhum caso severo no grupo da vacina.


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(!) ATUALIZAÇÃO (30/11/20): Resultados finais anunciados hoje mostraram que a vacina mRNA-1273 garantiu proteção de 94,1% contra o desenvolvimento de um quadro sintomático associado à COVID-19: no grupo recebendo a vacina, apenas 11 pessoas desenvolveram sintomas, e nenhum grave; no grupo recebendo placebo, 185 pessoas desenvolveram sintomas, com 30 casos de COVID-19 severa. A eficácia da vacina foi praticamente a mesma entre todos os grupos de idade, etnias e sexo.

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Assim como a vacina da Pfizer (2), a vacina mRNA-1273 é constituída de uma nanopartícula de lipídio encapsulando um RNA mensageiro (mRNA) nucleosídeo-modificado que codifica a glicoproteína Spike (S) do SARS-CoV-2; em específico, a proteína S na mRNA-1273 é estabilizada em sua conformação trímera de pré-fusão (S-2P). A glicoproteína S media a anexação do SARS-CoV-2 à célula hospedeira (humana, por exemplo) e é necessária para a entrada do material genético do vírus para sua replicação viral. A mRNA-1273 é projetada, nesse sentido, visando induzir anticorpos neutralizantes direcionados à proteína S - a qual é o principal alvo dos anticorpos do nosso corpo durante o ataque ao SARS-CoV-2 -, impedindo o vírus de invadir as células. Porém, enquanto a vacina da Pfizer usa duas doses de 30 µg, a mRNA-1273 usa duas doses de 100 µg.


(2) Para mais informações, acesse: Grande Dia para a Ciência: Vacina contra a COVID-19 garantiu mais de 90% de proteção



Na análise preliminar do teste clínico de Fase 3, os 95 voluntários com COVID-19 incluíam 15 adultos com idade avançada (>65 anos) e 20 participantes se identificaram como oriundos de comunidades diversas (incluindo 12 hispânicos ou LatinX, 4 Americanos Pretos ou Africanos, 3 Asiáticos-Americanos e 1 multirracial). Em termos de efeitos colaterais, a vacina foi bem tolerada. A maioria dos eventos adversos no grupo que recebeu a vacina foram leves a moderados em severidade. Após a primeira dose, 2,7% reportaram dor no local da injeção, e, após a segunda dose, foram reportados fatiga (9,7%), mialgia (8,9%), artralgia (5,2%), dor de cabeça (4,5%), dor (4,1%) e eritema/vermelhidão no local da injeção (2,0%). Esses eventos foram, em geral, de curta-duração.


Apesar desses resultados provavelmente mudarem com o decorrer do estudo (!) e com o acúmulo de mais dados de médio-longo prazo, a análise preliminar sugere um consistente perfil positivo de segurança e de eficácia da vacina. Por outro lado, assim como as outras vacinas sendo testadas, é ainda incerto quanto tempo de proteção a mRNA-1273 garantirá para as pessoas; o quão bem ela funcionará na prática (fora dos testes clínicos); se ela irá impedir as pessoas de transmitirem o vírus; e qual a eficácia dela em pessoas associadas a grupos de risco (comorbidades prévias, idosos, etc.). A Moderna reportou a proteção de 15 indivíduos em idades avançadas, mas não especificou em quais grupos cada uma dessas pessoas estavam presentes. Existe também o problema das vacinas RNA-baseadas representarem um novo tipo de vacina, e isso pode diminuir a aceitação do público, especialmente entre aqueles hesitantes a vacinas em geral.


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Uma importante vantagem da vacina mRNA-1273 em relação à vacina BNT162b2 é a refrigeração. Enquanto a vacina da Pfizer precisa ser mantida resfriada em temperaturas de 70°C negativos - algo muito difícil de ser praticado em várias partes do mundo -, a vacina da Moderna precisa de uma refrigeração de 20°C negativos, e consegue se manter estável por 30 dias em temperaturas de 2°C a 8°C após ser retirada do mais intenso resfriamento.


A Moderna espera produzir 500 milhões a 1 bilhão de doses em 2021, mas não consegue ver um modo de escalar a produção para além desse limite. Nesse sentido, existe também uma preocupação com o custo dessas vacinas, o qual pode ser muito alto para vários países.


> Observação: O governo Russo reportou, na última semana, que a sua vacina Sputinik V mostrou 92% de eficácia nos resultados preliminares. Porém, apenas 20 casos de COVID-19 entre os grupos (placebo vs. vacina) foram analisados, ficando incerto a solidez da análise preliminar. Para mais informações sobre a vacina Russa, acesse: Polêmica vacina Russa parece ser segura e eficaz, segundo resultados clínicos preliminares


(1) Reporte da Moderna: https://investors.modernatx.com/news-releases/news-release-details/modernas-covid-19-vaccine-candidate-meets-its-primary-efficacy


Referências adicionais:

Outra vitória para a Ciência: Vacina da Moderna mostra eficácia de quase 95% Outra vitória para a Ciência: Vacina da Moderna mostra eficácia de quase 95% Reviewed by Saber Atualizado on novembro 16, 2020 Rating: 5

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