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Descoberto fóssil que completa importante lacuna evolucionária


Presentes aqui e ali nos oceanos, rios e lagos estão minúsculos e antigos animais conhecidos como briozoários (filo Ectoprocta), pequenas criaturas marinhas que vivem em colônias. Verdadeiros "fósseis vivos", a linha evolutiva desses seres pode ser traçada no tempo até uma remota época onde a vida multi-celular estava ficando cada vez mais complexa.

Por quase 500 milhões de anos os briozoários conseguiram resistir às mudanças ambientais ao redor deles e, hoje, seus descendentes modernos que dominam os oceanos podem ser encontrados em uma ampla variedade de estruturas, de formas laminadas até estranhas bolhas parecidas com cérebros.

Alguns exemplos de Briozoários

Apesar de dominantes hoje, a ordem briozoana Cheilostomata não apareceu até o Jurássico Superior (163-145 milhões de anos atrás). Por entre 50 e 60 milhões de anos depois da sua primeira aparição, essa ordem permaneceu com baixa diversidade e disparidade, e escassa no registro fóssil. Porém, durante o Albiano Superior, os Cheilostomata deram início a uma explosiva diversificação coincidindo com o surgimento de várias novidades anatômicas.

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Nesse sentido, faltava um link evolucionário ligando esses dois períodos, e uma nova espécie de briozoa descoberta veio para representá-lo. Chamada de Jablonskipora kidwellae - em homenagem a um casal de importantes cientistas no campo da geofísica, David Jablonski e Susan Kidwell -, a espécie é o mais antigo Cheilostomata conhecido que possui um crescimento ereto. Durante o Jurássico Superior, esse grupo de animais basicamente apenas conseguiam cobrir superfícies onde se encontravam.

 Fóssil do Jablonskipora kidwellae/Museu de História Natural de Londres

O Jablonskipora kidwellae é um Cheilostomata Malacostega (subordem) caracterizado por rígidas e eretas colônias com ramificações cilíndricas e bifurcadas, fixando-se em rochas e outras superfícies duras em mares rasos - um tanto como corais, apesar de não estarem relacionados e não possuírem uma parceria simbiótica com bactérias fotossintetizantes. É moderadamente comum em rochas sedimentares do Albiano Superior no sudoeste da Inglaterra e estima-se surgiram há 105 milhões de anos. Pertence à família Chiplonkarinidae, a qual contém agora cinco gêneros.

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Com o crescimento vertical surgindo nesses seres, veio uma grande vantagem competitiva, algo que acabou sendo favorecido pela seleção natural e marcando o início explosivo de novas formas na linha evolutiva. Ao não dependerem mais apenas da cobertura superficial para se proliferarem e crescerem maiores colônias - bastando apenas um pequeno espaço superficial para a construção de grandes estruturas verticais - o Jablonskipora kidwellae podia agora conseguir capturar mais nutrientes e espalhar seus brotos reprodutivos mais longe.

Publicação do estudo: OnlineLibrary

Referência adicional: Uchicago

Descoberto fóssil que completa importante lacuna evolucionária Descoberto fóssil que completa importante lacuna evolucionária Reviewed by Saber Atualizado on novembro 21, 2017 Rating: 5

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