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Plasma convalescente é eficaz e seguro para tratar a COVID-19, sugere estudo


O novo coronavírus (SARS-CoV-2) teve sua origem em Wuhan, China, e já se espalhou para quase todas as regiões do globo, acumulando um total próximo de 7 milhões de casos confirmados. Sua doença associada (COVID-19) é responsável por  um acumulado de ~380,5 mil mortes  registradas. No entanto, apesar dos agressivos esforços de pesquisa, nenhum tratamento específico efetivo existe, e apenas o medicamento Remdesivir parece oferecer moderado benefício clínico para tratar pacientes com COVID-19 suportado por boa - porém, preliminar - evidência científica (I). Agora, um estudo clínico de pequeno porte publicado no periódico The American Journal of Pathology (1) encontrou promissor suporte para um tratamento seguro e já usado há mais de 100 anos: transfusão de plasma convalescente.

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Na terapia de plasma convalescente, plasma sanguíneo de um paciente recuperado é coletado e transferido para um paciente sintomático. A transferência de plasma convalescente é um antigo conceito, tendo sido usado, no mínimo, desde 1918 quando foi empregado para combater a pandemia da Gripe Espanhola. Mais recentemente, transfusão de plasma convalescente foi usada com algum reportado sucesso durante a pandemia de SARS, em 2003, ma pandemia da gripe H1N1, em 2009, e no surto de Ebola na África, em 2015. Vários pequenos estudos observacionais publicados como preprint durante a atual pandemia de COVID-19 vêm sugerindo que o plasma convalescente é parte de uma estratégia de tratamento efetivo para pacientes com a forma severa da doença, apesar de um desses estudos (Zeng et al.) não encontrar redução na taxa de mortalidade com o uso dessa terapia.

O novo estudo clínico, devidamente revisado por pares, é o primeiro nos EUA a avaliar a eficácia da transfusão de plasma convalescente. No total, foram 25 pacientes com COVID-19 - na forma severa e/ou crítica - avaliados e que deram entrada no Hopistal Metodista de Houston. Os pacientes receberam 300 mL de plasma convalescente, uma única vez. Os doadores (idades de 23-67 anos), na coleta, forneceram 600 mL e todos tinham um histórico de infecção por SARS-CoV-2 confirmada por teste laboratorial (RT-PCR), e estavam assintomáticos a pelo menos 14 dias.

Os resultados mostraram que até o 7° dia após a transfusão, 9 dos 28 pacientes (36%) melhoram o quadro clínico. Após 14 dias, 19 dos 25 pacientes (76%) expressaram substancial melhora clínica e 11 foram liberados do hospital. A terapia foi muito bem tolerada pelos pacientes e nenhum evento adverso associado à transfusão foi observado. 

[ATUALIZAÇÃO (17/06/20): Um estudo realizado pela Mayo Clinic também reforçou que a transfusão de plasma convalescente é segura em pacientes com COVID-19 e parece estar associada com uma significativa melhora clínica dos pacientes. A conclusão foi feita com base em uma análise de 20 mil pacientes.]


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De acordo com os autores do estudo, apesar de estudos clínicos de grande porte e randomizados controlados serem necessários para mais firmes conclusões, os dados obtidos, junto com evidências prévias, indicam que a transfusão de plasma convalescente é uma opção de tratamento seguro para pacientes com a forma severa da COVID-19.


(1) Publicação do estudo: AJP

Plasma convalescente é eficaz e seguro para tratar a COVID-19, sugere estudo Plasma convalescente é eficaz e seguro para tratar a COVID-19, sugere estudo Reviewed by Saber Atualizado on junho 02, 2020 Rating: 5

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