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Diários de Albert Einstein revelam um lado racista do cientista



Albert Einstein (1879-1955), um dos mais icônicos nomes da ciência e cujo trabalho acadêmico fundamentou importantes bases da Mecânica Quântica e, principalmente, da Mecânica Relativística, revelou, via publicação recente dos seus diários de viagem, um lado triste e nunca antes imaginado da sua vida. Apesar de, ironicamente, acabar se estabelecendo nos EUA em 1933 por ser Judeu - escapando da perseguição Nazista -, Einstein também nutria visões racistas.

Escrito entre outubro de 1922 e março de 1923, os diários foram revelados e publicados hoje pela Princeton University Press (Ref.1). Com o título dde 'The Travel Diaries of Albert Einstein: The Far East, Palestine, and Spain, 1922-1923' ('Os Diários de Viagem de Albert Einstein: O Oeste Longínquo, Palestina, e Espanha, 1922-1923'), a publicação foi editada por Ze´ev Rosenkranz, o diretor assistente do Einstein Papers Project, um projeto desenvolvido no Instituto de Tecnologia da Califórnia. É a primeira vez que os diários são publicados em um volume único em inglês.


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Os diários retratam o período quando Einstein viajou da Espanha para o Oriente Média e via Sri Lanka - na época chamado de Ceylon - a caminho da China e do Japão. Porém, entre os diversos relatos, existem diversas passagens que deixam claro um lado xenofóbico de Einstein. O Físico descreve que primeiro chegou em Port Said, no Egito, e já encarou "Levantinos (1) de todos os tons... como se tivessem sido vomitados do inferno" que estavam embarcando no seu navio com o intuito de vender mercadorias. Einstein também descreve sua estadia em Colombo, Ceylon, dizendo que "Eles vivem em grande sujeira e considerável fedor se arrastando pelo chão, fazendo pouco, e precisando de pouco."

(1) Habitante de um dos países do Levante - região na costa leste do Mar Mediterrâneo.

Mas é para os Chineses que o Físico solta os mais afiados e preconceituosos comentários. Ele descreve as crianças Chineses como "obtusas e sem vigor" e afirma que seria uma lástima se os Chineses suplantassem todas as outras raças (um tanto similar ao pensamento de Hitler em relação aos Judeus, em termos de encarar uma 'raça' estrangeira como uma ameaça). Chama a China de "uma peculiar nação similar a um gado", que os Chineses eram "mais como robôs do que pessoas" e que "não sentavam para comer, se agachando como Europeus fazendo suas necessidades em arbustos". Além disso, ele acrescenta que existe "pouca diferença" entre homens e mulheres Chineses, e questiona como os homens são "incapazes de defender a si mesmos" da "atração fatal" das fêmeas fazendo referência à grande fertilidade e suposta busca por filhos, algo que revela também uma atitude de misoginia.


Em relação aos Japoneses, Einstein os descreve com uma atitude mais positiva, caracterizando-os como "decentes, livres de ostentação e atrativos", e afirmando que eles são "puras almas como em nenhum outro lugar, sendo difícil não amar e admirar o país". Porém, Einstein também conclui que "as necessidades intelectuais desta nação parecem ser mais fracas do que suas necessidades artísticas - disposição natural?", o que implica que ele também considerava os Japoneses biologicamente inferiores pelo menos em termos intelectuais.

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Einstein emigrou para os EUA em 1933 após a ascensão do Partido Nazista e de Adolf Hitler. O cientistas Judeu chegou até mesmo a descrever o racismo como uma "doença de pessoas brancas" em um famoso discurso de 1946 na Lincoln University, Pennsylvania - a primeira Universidade nos EUA a graduar pessoas negras. Aliás, o cientistas é considerado um dos grandes ícones humanitários, marcado por diversas frases de luta contra o preconceito.

Essas revelações são importantes, porque mostram que mesmo uma pessoa que lutava contra o preconceito, e que sofreu com o preconceito, também nutria um forte preconceito em relação a uma cultura que ele não conhecia - era a primeira vez que Einstein viajava para o Oriente. A primeira e mais importante luta contra o preconceito e outros prejuízos sociais começa dentro de nós mesmos. Enquanto isso não ficar bem claro, estará longe o dia em que viveremos em um mundo realmente pacífico e socialmente democrático.

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Referências:
1. https://press.princeton.edu/titles/11234.html
2. https://www.bbc.com/news/science-environment-44472277
3. https://www.theguardian.com/books/2018/jun/12/einsteins-travel-diaries-reveal-shocking-xenophobia
Diários de Albert Einstein revelam um lado racista do cientista Diários de Albert Einstein revelam um lado racista do cientista Reviewed by Saber Atualizado on junho 13, 2018 Rating: 5

2 comentários:

  1. "Chama a China de "uma peculiar nação similar a um gado", que os Chineses eram "mais como robôs do que pessoas" " - Cadê o racismo?, até essa parte ele só falo verdades, o resto do conteúdo é totalmente irrelevante e subjetivo, não têm como afirmar nada.

    PS: Extremamente hilária a parte em que você chama Einstein de machista ahshashahssa

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    1. "Eu" não estou chamando ninguém de 'machista', apenas reportando. E sobre o resto do seu comentário, tenho certeza que o Einstein também achava que não estava sendo preconceituoso em suas anotações. Aliás, até mesmo o KKK não acha que está agindo errado, apenas 'falando verdades'... Pense sobre isso.

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