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Substancial quantidade de cancerígenos fica retida no trato respiratório após uso do cigarro eletrônico


Pesquisadores do Desert Research Institute (DRI) e da Universidade de Nevada, EUA, mostraram em um estudo publicado esta semana no periódico Toxics que as quantidades de compostos cancerígenos assimilados pelo organismo do usuário de cigarros eletrônicos ultrapassa substancialmente os valores considerados seguros.

Já se sabe que o aquecimento do líquido contido nos cigarros eletrônicos (uma mistura de solventes orgânicos de baixo ponto de ebulição) produz um vapor (aerossóis) contendo várias substâncias cancerígenas, como formaldeído, acetaldeído e acroleína, mas ainda era incerto as quantidades desses compostos que eram assimilados efetivamente pelo corpo, ou seja, o nível de real toxicidade - apesar de diversos estudos publicados nos últimos anos sugerirem e demonstrarem sérios e potenciais danos do vapor do e-cigarro à saúde (1).

(1) Para saber mais sobre o assunto, acesse: Os cigarros eletrônicos são seguros?

Nesse sentido, os pesquisadores resolveram estimar a exposição dos usuários de cigarros eletrônicos aos agentes cancerígenos pela análise da expiração de 12 voluntários - que já eram usuários desses produtos - antes e depois de uma típica sessão de inalação (vaping). Os pesquisadores então determinaram o quanto a concentração de aldeídos (classe de cancerígenos encontrados gerados pelos e-cigarros) no ar expirado pelos voluntários aumentou. Esse valor, então, foi subtraído da concentração de aldeídos presentes no vapor diretamente emitido pelo e-cigarro. A diferença é o que estaria sendo absorvido pelo trato respiratório dos usuários.

O resultado das análises mostrou que a concentração média de aldeídos no ar expirado após as sessões de inalação eram cerca de 10,5 vezes maior do que antes da inalação. Mas a quantidade desses compostos eram centenas de vezes menor do aquela contida no vapor diretamente emitido pelo e-cigarro, mais do que sugerindo que uma grande quantidade deles está sendo absorvido pelo trato respiratório do usuário. No caso do formaldeído, houve uma retenção nas vias aéreas de 99,7%, e, para o acetaldeído, uma retenção de 91,6%.

O próximo passo dos pesquisadores agora é realizar o mesmo estudo mas com um número maior de participantes e englobando um maior número de substâncias tóxicas quantificadas.

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Esse é mais um alerta de que os cigarros eletrônicos são perigosos, e que só devem ser usados, no máximo, por quem está tentando parar de fumar, especialmente considerando que o vício em nicotina traz males por si só. Porém, a indústria dos e-cigarros e do tabaco estão promovendo esses produtos como seguros e inofensivos, para aumentar as vendas. Isso está gerando um número enorme de viciados em nicotina em vários países onde os e-cigarros estão ficando bastante difundidos, como nos EUA e na Europa. Nos EUA, o FDA inclusive anunciou esta semana (1) que existe já uma epidemia no uso de e-cigarros pelos adolescentes e que vai tomar medidas drásticas para proteger os jovens, como a proibição do uso de flavorizantes nesses produtos (tornando-os menos atrativos para crianças e adolescentes, para os quais as vendas são proibidas).

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Publicação do estudo: Toxics

Substancial quantidade de cancerígenos fica retida no trato respiratório após uso do cigarro eletrônico Substancial quantidade de cancerígenos fica retida no trato respiratório após uso do cigarro eletrônico Reviewed by Saber Atualizado on setembro 13, 2018 Rating: 5

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