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Vacina para o sarampo aumenta as chances de sobrevivência das crianças muito além de apenas protegê-las do sarampo


Em um estudo publicado esta semana na Frontiers in Public Health, pesquisadores mostraram que a vacinação para o sarampo seguindo o cronogramas recomendado pelas agências de saúde não apenas protege as crianças dessa doença mas também possui um profundo impacto positivo nas chances de sobrevivência delas, reforçando enormemente a importância da vacinas em crianças.

Assim como para o sarampo, estudos anteriores já tinham sugerido que vacinas para a tuberculose, difteria, tétano, coqueluche e poliomelite - todas fazendo parte das seis graves doenças que são o alvo principal das campanhas de imunização infantil em massa da OMS (Organização Mundial da Saúde) - poderiam estar também aumentando as chances de sobrevivência das crianças de forma extra e mais do que significativa.

E a sequência de administração parece ser muito importante, onde alguns desses estudos encontraram evidências de que a mortalidade infantil é diminuída substancialmente, por exemplo, quando a vacina para o sarampo era dada depois da DTP3 (terceira vacina pra difteria, tétano e coqueluche), como recomendado pela OMS, quando comparado com a administração antes da DTP ou junto com a DTP. Reduções na taxa de mortalidade com a vacina do sarampo na sequência ideal alcançavam de 30% a 86% em comunidades na Ásia, África e América, com valores máximos muito maiores do que a taxa de mortalidade abaixo de 30% registrada para essa doença em específico nessas populações.

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Agora, o novo estudo vem para reforçar esses achados. Analisando os dados de vacinação e sobrevivência de 38333 crianças - com idades entre 9 e 23 meses - durante um período de 17 anos (1996-2012) em Gana - um país Africano - os pesquisadores mostraram que em comparação com as crianças não vacinadas, a taxa de sobrevivência daquelas vacinadas para o sarampo era 28% maior nos primeiros 12 meses após a verificação do status de vacinação, e de 18% maior aos 5 anos de idade. Nesse caso, essa incrível diferença surgiu quando a vacina do sarampo era dada após a DTP3.

Além disso, o efeito extra de sobrevivência - conhecido como 'efeitos benéficos não-específicos' (NSEs, na sigla em inglês) - continuou presente quando as crianças que tinham morrido de sarampo foram excluídas da análise, indicando que a vacina do sarampo possui de fato efeitos benéficos além daqueles relacionados com a direta proteção contra o sarampo.

Os mecanismos por trás desse fenômeno ainda não são claros, mas podem ser explicados pelo cruzamento reativo de epítopes de células T e B (imunidade heteróloga), ou imunidade inata treinada, ou ambos. Existe também uma pequena diferença entre os sexos: os garotos parecem ganhar uma maior proteção nesse processo.


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Publicação do estudo: FBH

Vacina para o sarampo aumenta as chances de sobrevivência das crianças muito além de apenas protegê-las do sarampo Vacina para o sarampo aumenta as chances de sobrevivência das crianças muito além de apenas protegê-las do sarampo Reviewed by Saber Atualizado on fevereiro 14, 2018 Rating: 5

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