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Extinção em massa mais catastrófica da Terra foi causada por excesso de CO2 e aquecimento global, concluiu estudo


Evidências até o momento acumuladas apontavam para uma catástrofe relativamente rápida (~61 mil anos) na história biológica da Terra ligada a emissões excessivas de gases estufas de grandes cadeias vulcânicas na atual região da Sibéria. Esse evento foi marcado pela maior extinção em massa registrada no planeta, há cerca de 252 milhões de anos, no limite do Permiano-Triássico, quando em torno de 75% e de 95% de todas as espécies terrestres e oceânicas, respectivamente, foram extintas.


Usando análises de isótopos de boro para determinar o pH das águas marinhas na época, análises isotópicas de carbono e de oxigênio, e modelos geoquímicos, um time internacional de pesquisadores - em um estudo publicado no periódico Nature Geoscience (Ref.1) - confirmou que as massivas quantidades de dióxido de carbono (CO2) liberadas das erupções vulcânicas Siberianas ao longo de milhares de anos causaram um aumento expressivo da concentração de CO2 atmosférico e subsequente forte aquecimento global e extensiva acidificação e aumento da temperatura dos oceanos. Os feedbacks e múltiplos estresses ambientais que se seguiram resultaram na perda de quase toda a vida oceânica e grande parte da vida nos continentes.


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No Permiano Tardio, os níveis atmosféricos de CO2 eram de ~500 ppm a 800 ppm. Seguindo o início do processo de extinção, os níveis de CO2 aumentaram abruptamente ao longo de 44 mil anos para um máximo de 4400 ppm e permaneceram elevados (1500 ppm) ao longo do Triássico Inicial. O pH oceânico diminuiu ~0,5 unidades, e a temperatura superficial marinha em quase 15°C.


Apesar do atual processo antropogênico de exacerbação do efeito estufa não ser comparável com o que ocorreu nessa época, onde o processo de aumento da concentração de CO2 levou milhares de anos - injetando na atmosfera uma quantidade absurda de CO2 - os pesquisadores alertaram que mesmo durante o pico de emissões no mais trágico evento de extinção em massa (5,8×10^13 mol de CO2/ano) é 14 vezes menor do que as emissões anuais hoje! E já estamos vendo as consequências deletérias do avanço do aquecimento global no ecossistema terrestre, incluindo significativo aumento da acidez dos mares.


> Para um artigo completo sobre as evidências paleoclimáticas do aquecimento global antropogênico, acesse aqui.


> Para quem quiser entender a relação entre CO2 e acidez dos oceanos, acesse aqui.


REFERÊNCIAS 

  1. Jurikova et al. (2020). Permian–Triassic mass extinction pulses driven by major marine carbon cycle perturbations. Nature Geoscience 13, 745–750. https://doi.org/10.1038/s41561-020-00646-4
  2. https://www.geomar.de/en/news/article/ausloeser-fuer-groesstes-massenaussterben-der-erdgeschichte-identifiziert

Extinção em massa mais catastrófica da Terra foi causada por excesso de CO2 e aquecimento global, concluiu estudo Extinção em massa mais catastrófica da Terra foi causada por excesso de CO2 e aquecimento global, concluiu estudo Reviewed by Saber Atualizado on outubro 23, 2020 Rating: 5

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